PSD2: O caminho para a desintermediação e inovação dos serviços financeiros

PSD2: O caminho para a desintermediação e inovação dos serviços financeiros

...

by LCG 7 Fevereiro, 2017


 

A nova Directiva Europeia de Serviços de Pagamento da União Europeia, vulgo PSD2, entrou em vigor a 13 de janeiro (com a transposição ainda não efetuada em Portugal), e irá alterar de forma profunda a cadeia de valor de pagamentos. Através desta diretiva, é reforçado o ímpeto inovador dos serviços financeiros, reduzido o tempo da execução de pagamentos e permitida a entrada de novosplayers (ex. fintechs) na prestação de serviços, até agora, exclusivos das entidades bancárias. Desta forma, será expectável uma redução de custos para os clientes.

A PSD2 permite que particulares e empresas, após consentimento destas, utilizem third-party providers(TPPs) para a gestão das suas finanças (funções que anteriormente só estavam reservadas aos bancos), através do acesso às contas dos clientes por application program interfaces (APIs) disponibilizadas pelos bancos.

Esta desintermediação significará, a breve trecho, a possibilidade de utilizar plataformas como o Facebook ou o Google para pagar contas, efetuar transferências e analisar as despesas efetuadas, enquanto o dinheiro se encontra guardado no banco habitual. O acesso de terceiros (TPPs) permitirá ainda a criação e desenvolvimento de serviços sobre os dados e infra-estrutura dos bancos, como por exemplo, a visão de posição consolidada de todas as contas de diferentes bancos.

Os novos players (TPPs) podem assumir 2 papéis:

  • AISP (Account Information Service Providersão os prestadores de serviço com acesso à informação de conta bancária. Poderão proceder a análises de consumo ou agregar a informação de várias contas bancárias numa só análise;
  • PISP (Payment Initiation Service Providersão os prestadores de serviço que irão iniciar um pagamento em nome do consumidor. Pagamento de contas e transferências P2P são alguns dos serviços oferecidos por terceiros;

A título de exemplo, existe uma série de empresas que se podem qualificar e beneficiar desta liberalização no acesso à informação, designadamente entidades com atividade social media, tecnológicas, agregadoras de informação, fintechs, retalhistas online, retalhistas tradicionais, entidades bancárias, empresas de telecomunicações, serviços de utilidade pública, entre outras.

LCG presta um conjunto de serviços de assessoria a empresas para ultrapassar os desafios que a PSD2 lhes coloca e aproveitar as oportunidades que esta apresenta, tais como:

  • Estratégia – qual o papel que a empresa pretende assumir (AISP/PISP) e qual o respetivoroadmap para a implementar;
  • Operações – desenho do modelo operacional desejado e customer experience mais adequado;
  • Tecnologia – qual o landscape tecnológico necessário para usufruir de um novo papel na cadeia de valor de pagamentos;
  • Analytics – como processar e gerir toda a informação disponível de maneira a beneficiar o negócio;
  • Marketing – intelligence sobre a informação disponível para desenvolvimento de ofertas ajustadas aos perfis e necessidades dos clientes.