5 lições sobre gestão de risco que devemos integrar em 2021

5 lições sobre gestão de risco que devemos integrar em 2021

...

by LCG. Março 2021


5 lições sobre gestão de risco que devemos integrar em 2021

 

A pandemia está a ter um impacto profundo na economia global e a expor a falta de preparação de muitas organizações. Mais do que nunca, é fundamental que as empresas reflitam sobre a sua experiência nesta crise e que identifiquem as eventuais falhas existentes, por forma a estarem mais preparadas para ameaças futuras.  

Num cenário de tantas incertezas, uma coisa é certa: o mundo empresarial e a gestão de risco sofreram transformações irreversíveis.

Estas são 5 lições que a crise pandémica nos ensinou e que devemos ter em conta nesta era pós-pandemia.

 

1. Sem um plano de gestão de risco, dificilmente uma empresa pode sobreviver

Se há lição que a crise provocada pela Covid-19 nos ensinou é que as empresas têm de ser capazes de se antecipar à ameaça – seja ela a recessão provocada por uma crise financeira, a violação de dados pessoais ou uma pandemia global. E para isso, é fundamental ter um plano de gestão de risco operacional. 

A pandemia pôs a descoberto inúmeras falhas de preparação nas empresas. Muitas demoraram demasiado tempo a reagir quando os primeiros impactos se começaram a fazer notar. E quando os governos de todo o mundo começaram a implementar as primeiras medidas restritivas, muitas organizações mostraram séries dificuldades em ajustar-se às novas exigências – teletrabalho, fecho de instalações, diminuição da procura de determinados serviços e aumento da procura de novos produtos e serviços por parte dos consumidores, são apenas alguns exemplos.

Esta crise mostrou-nos que um plano abrangente, robusto e adaptado a possíveis cenários já não é um “nice to have”, mas uma exigência, cujo cumprimento é essencial para que as empresas possam estar preparadas para resistir a riscos futuros.

 

2. O acesso a informação rigorosa e a capacidade de adaptação serão mais importantes do que nunca

Ter um plano bem estruturado para enfrentar a crise é essencial. Mas ter acesso a informação rigorosa e de fontes credíveis é cada vez mais importante.

Por melhores que sejam os planos, a verdade é que nenhuma empresa está completamente blindada contra ameaças tão imprevisíveis como uma pandemia. Numa altura em que as informações circulam a uma velocidade vertiginosa (o que deixa pouca disponibilidade para a verificação da sua veracidade), as organizações têm, cada vez mais, de ser capazes de identificar a informação que é realmente importante (distinguindo-a, por exemplo, das notícias falsas e de outras ameaças)  e de acompanhar a atualidade e os seus impactos na economia, nos consumidores e nas próprias organizações. Só com acesso a informação fidedigna e em tempo útil poderão antever cenários e responder com agilidade às mudanças que lhes serão exigidas.

E para que essas mudanças sejam possíveis, a chave é apostar na capacidade de adaptação. Hoje, meses depois dos primeiros efeitos da pandemia, percebemos claramente que muitos dos negócios que conseguiram sobreviver, foram os que demonstraram flexibilidade para se adaptar aos novos comportamentos dos consumidores, às novas exigências de um mercado que se alterou muito em poucos meses e que investiram em repensar os seus produtos e serviços para responder a essas novas necessidades.

 

3. A transformação digital tem de acontecer agora. Por mais pequeno (ou antigo) que seja o negócio.

Os números do consumo online não têm parado de crescer desde o início da pandemia, com cada vez mais consumidores a optarem pelo digital para comprar e comunicar com as marcas. Por outro lado, as empresas passaram fazer depender grande parte da sua operação na infraestrutura digital, recorrendo à tecnologia para assegurar o trabalho remoto, a manutenção das operações e toda a comunicação com os consumidores.

Estas não são apenas tendências passageiras que vão durar enquanto a pandemia persistir – são realidades que vão ditar o futuro dos negócios, cada vez mais marcados pelas compras online, pela comunicação digital e pelo trabalho à distância.

Para as empresas este é o momento de assegurar que a sua infraestrutura tecnológica está preparada e consegue responder às necessidades de uma economia que não vai parar de se transformar.

 

4. As pessoas vão continuar no centro de tudo

Quer se trate de uma organização com 15 mil funcionários ou de uma empresa familiar com os mesmos 10 empregados que fazem parte da sua fundação, as pessoas serão sempre os recursos mais importantes e valiosos para qualquer empresa.

E isto deve ser tido em conta quando são elaborados os planos de contingência – diminuir a exposição dos funcionários ao risco, fornecer ferramentas para que o trabalho remoto aconteça nas melhores condições e fortalecer a cultura de trabalho para que todos os funcionários se sintam integrados, seguros e parte da equipa, são algumas das preocupações que devem ser asseguradas pelas empresas neste cenário, mas que deverão também ser garantidas num futuro pós pandemia global.

 

5. Equipas flexíveis e adaptáveis ajudam as empresas a evoluir

No início da pandemia, enviar equipas para casa e mantê-las em trabalho remoto foi uma exigência que muitas empresas enfrentaram com grande resistência. Afinal, manter as equipas unidas e assegurar os mesmos níveis de produtividade, garantindo ao mesmo tempo a continuidade das operações da empresa num cenário de crise económica global e sem fim à vista, parecia um desafio quase impossível de superar.

Contudo, muitas organizações perceberam que neste cenário, apesar de muitos desafios, houve ganhos expressivos, não só no bem-estar e satisfação dos funcionários, com também na própria produtividade (ou não tivessem estes dois conceitos uma relação direta).

Quando for possível voltar ao local de trabalho, será importante que as empresas avaliem o que ganharam com os sistemas de trabalho flexível e que implementem processos que permitem aos seus funcionários manter níveis de equilíbrio entre a vida pessoal e profissional que sejam atrativos, tanto para a empresa, como para os colaboradores.

Além dos efeitos na qualidade de vida dos funcionários e na produtividade, a possibilidade de recrutar colaboradores remotos de outras partes do país e até do mundo, pode trazer grandes ganhos às empresas, permitindo-lhes aumentar o seu leque de potenciais funcionários e captar o melhor talento, independentemente da distância física.

 

Como a LCG pode ajudar a sua empresa

A LCG ajuda-o a analisar o seu cenário atual face ao risco de forma a implementar políticas e procedimentos que lhe permitam responder de forma eficaz a futuras ameaças e a transformar os riscos em oportunidades de melhoria.

Contacte-nos através do email: businesscenter@lcg.consulting, e saiba o que podemos fazer pela sua organização.